Número total de visualizações de páginas

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Justeza ou Imoralidade ?

Muitas são as queixas incidindo sobre as reformas e os salários " dourados ". Vamos por partes, em virtude de serem assuntos diferentes na sua génese. Quanto ao que diz respeito às reformas, a sua origem é muito variada, e confusa, uma vez que se baseiam em critérios variáveis, existentes, aquando do seu início, e do tempo contributivo. Existem de facto uma quantidade delas, que são à primeira vista injustas, para não dizer escandalosas, por não tomarem em consideração o tempo de desconto necessário ao seu montante. Não vou entrar em pormenores. São conhecidas por todos. Parece-me que o seu cálculo deveria ser feito da maneira oposta,a fim de que se pudesse implantar um valor máximo, para todas as reformas. Isto geraria um cálculo mais equitativo, e deixava ao livre arbítrio de cada um a escolha de outro suplemento ( não sendo suportado pelo erário público ), caso quisesse melhorar a parte vindoura. No que se refere aos salários, cabe ainda distinguir em auferido no sector público e no sector privado, pois possuem intervenientes diferentes. No primeiro caso sou totalmente a favor do estabelecimento de um valor máximo, que não poderia ser ultrapassado, em circunstância alguma. No que concerne ao sector privado não se pode impor esse valor máximo, porque ele depende da análise e decisão efectuada pela Assembleia Geral das sociedades, não prejudicando a comunidade no seu todo. Para terminar devo chamar a atenção para a distinção mais significativa, que não devemos esquecer. Esta questão é composta por duas vertentes: a parte material ( gostaria de conhecer alguém, que me afirmasse olhos nos olhos, não pretender usufruir de um salário elevado, se este lhe fosse oferecido ); a parte estritamente ética, pela qual se pode condenar a sua prática. Embora não pareça justo, haver indivíduos a usufruir dos referidos salários, não os podemos crucificar por agarrarem a oportunidade, que lhes põem debaixo do nariz.

Sem comentários:

Enviar um comentário