Pretende levar à discussão os mais polémicos temas do actual universo português,desde os comportamentos sociais,passando pelo desporto,política,etc.
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Capitalismo sem Rosto
O avanço estonteante das novas tecnologias teve um aspecto positivo, com a possibilidade que criou, de trazer o mundo até nós,através de um rectângulo mágico.Mas como tudo na vida brindou-nos também com o aspecto negativo, direi mesmo funesto.A velocidade com que se fazem hoje todo o tipo de transacções, teve como consequência inquestionável, o não se saber quem realmente detém o dinheiro. Não passando este de uma moeda virtual, cujo valor ninguém conhece, uma vez que já não existe o seu parâmetro inicial- o padrão ouro. A multiplicidade de transacções e a forma instantânea a que elas são efectuadas, tiram a capacidade de se conhecer real e momentaneamente quem é o seu dono. Ao ser impossível efectuar esta determinação, origina o nascimento de especuladores, que só vivem de frutuosos rendimentos, mantendo dessa forma uma relação irracional, escudados, ainda por cima, no anonimato. Ao possuir uma sensação de domínio, em virtude deste último ponto, não se interessam minimamente pelo que as rodeia, ou seja, tornaram-se máquinas insensíveis à condição humana. E por essa razão o universo passou a viver sobre o domínio de um capitalismo selvagem, originado pelo acumular de erros dos diversos agentes políticos, que agora se armam em vítimas. Por não se conseguir saber quem são, com a fiabilidade necessária, eu apelido este novo tipo de capitalismo, de capitalismo sem rosto.
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