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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Desemprego mínimo

Muitos dos que pressionam sobre o aumento do salário mínimo, persistem em atentar contra a nossa débil economia. Anseiam por diminuir a taxa de desemprego, aliás, como toda a gente, mas só pensam em medidas para o fazer crescer. Se ele subir, as suas consequências serão arrasadoras, visto que: os encargos para as pequenas e médias empresas aumentam, levando à extinção de parte delas, logo ao desemprego de mais trabalhadores; afectará principalmente os trabalhadores menos qualificados, como frisa João César das Neves, outra vez usando a sua lucidez, acompanhando a opinião de muitos economistas estrangeiros; quem sairá a perder são os mais fracos- jovens, mulheres e desqualificados, para quem será mais complicado voltar ao mundo do trabalho. O que me deixa atónito, é o facto de representantes patronais defenderem esse aumento. Dar-se-á o caso das empresas não poderem pagar o salário que desejarem ? Não podem é pagar menos do que o estabelecido. Seria bom que no tão desejado acordo entre as forças do arco da governação, fosse incluída a impossibilidade de aumento deste salário, durante pelo menos cinco anos. A luta não deve ser pelo crescimento do salário mínimo, mas sim por diversas medidas para que o desemprego seja mínimo.

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