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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Que bom falar do que não se decide!

Com a abertura de canais informativos de Televisão em número exponencial, cresceu um infindável número de comentadores de todos os feitios e para todos os gostos. Tornou-se um verdadeiro fardo para a minha paciência e dei comigo a pensar onde já tinha visto semelhante coisa. Voltei atrás com a memória e fez-me lembrar os tempos tenebrosos do " verão quente de 1975", onde nos bombardeavam com propaganda pseudo revolucionária em qualquer dos dois canais que existiam (ainda bem que só eram esses! ). Tomei então a decisão, parecerá radical, mas é a minha, de ignorar pura e simplesmente todo e qualquer comentador. Há tantas alternativas e muito melhores! Devo no entanto acrescentar, não ter sido o único factor a levar-me a tal atitude. O outro motivo, talvez mesmo o principal prende-se com a questão de ter chegado à conclusão, de que todos os comentaristas estão na posição mais cómoda que existe. Podem opinar o que quiserem, uma vez que não são eles a decidir! A dificuldade é sempre, em toda e qualquer circunstância, de quem tem o ónus da decisão, seja ela boa ou má. Falar não custa, custa é decidir.

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